quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Exercite a síntese de sua comunicação e pare de perder oportunidades

 Resultado de imagem para comunicação Eu sempre fui muito sensível com as palavras. Talvez porque estudei Letras e uma das disciplinas, estilística, envolvia decifrar o que o eu lírico do autor queria dizer. Analisávamos frase por frase para explicar os motivos de cada trecho estar ali e somado á minha sensibilidade natural, acabei me tornando uma observadora de palavras ditas e escritas, em seu mais profundo sentido.
Para mim sempre fez diferença até mesmo a posição de uma palavra colocada na frase. Por isso eu também sempre gostei de aprender sinônimos, porque alguns deles expressavam melhor o que eu queria dizer.

Não necessariamente eu seja um exemplo de escritora, pelo contrário. Eu apenas gosto de escrever e busco tentar transmitir isso da forma mais verdadeira possível. Até o curso de Letras ficou para trás, porque há muitos anos eu mudei completamente de área. Mas eu preciso confessar que palavras podem mexer comigo sim, porque sou daquelas que lê e relê o que escreveu ou recebeu até ter certeza de que entendeu tudo ou que dizia exatamente o que se queria dizer.

Nos últimos anos dei muitas aulas e palestras e em muitos momentos eu pedi que os participantes ou alunos que estavam comigo se apresentassem. Eu também passei por rodadas de perguntas da plateia e precisei responder ali na lata o que queriam saber. Em ambos momentos, eu sempre fiquei incomodada com falas muito longas e nesse sentido eu vou explicar o motivo. Não se trata de chatice de minha parte, mas de uma teoria que acredito, a de que sintetizar sua comunicação pode aproximá-lo de muitas oportunidades.

Aprenda a se apresentar

No mundo das startups existe algo conhecido como “elevator’s pitch”. Isto é, um discurso de elevador. Ou seja, o que você diria se estivesse em um elevador durante poucos segundos com alguém importante, que de repente poderia se interessar por seu negócio, investir nele, virar parceiro ou cliente.

Vamos pensar na dinâmica, dentro de um elevador não existe muito tempo a perder, é preciso ganhar a atenção rápido. Ainda mais se você estiver diante de alguém que não tem uma vida muito ocupada.
É por isso que o elevator’s pitch sugere etapas e o tipo de informação que você precisa ter na ponta da língua em cada uma delas. É o mesmo processo que podemos conferir em programas de TV como o Shark Tank, no qual pessoas apresentam seus negócios para que investidores se decidam por investir nele ou não.

Para que esse momento dê certo e você passe a mensagem de forma adequada, é preciso filtrar que tipo de informação é realmente relevante. E essa mecânica serve não apenas para pitch’s de startups, mas para você mesmo se apresentar.
Outro dia eu estava tomando café da manhã em um hotel e reparei que ao meu lado estava sentado um cara que eu admiro muito no mundo dos negócios. Nunca pensei que sentiria vontade de falar com a pessoa, dando uma de fã maluca. Mas confesso que até tremi um pouquinho de tanta vontade de falar com ele. Durante alguns segundos pensei no que iria dizer para que não fosse nada cliché, então eu fui direto ao ponto: "oi fulano, eu acompanho seu trabalho e gusto muito dos artigos que escreve sobre tal assunto, eu trabalho com tal coisa e vejo uma possível sinergia entre nós". Pronto, ele rapidamente se interessou e batemos um agradável papo enquanto comíamos juntos. Virou até um negócio depois.

Sempre que vou ministrar um curso peço que os participantes se apresentem no início. Com minha experiência em sala de aula como professora e também aluna, sei que é frustrante começar algo sem antes permitir que as pessoas falem de si. Pois é, elas querem falar quem são e o que fazem, isso auxilia inclusive na identificação dos pares no ambiente.

Certa vez, eu tinha uma agenda bem corrida em um curso que ia ministrar e pulei a parte das apresentacões. Resultado? A nota final do curso caiu por conta disso, desde então eu sempre peço que as pessoas se apresentem.

O grande problema é que em muitos casos eu fico diante de alguém que não sabe falar sobre si mesmo. Revela informações que não interessam a ninguém, enrola e se esquece de dizer o que era importante, de fato. Algumas pessoas chegam a precisar de três, cinco minutos para se apresentar, porque no meio desse embolado não organizaram bem os fatos, não priorizaram o importante, não adequaram ao contexto ou pensaram ser momento para contar sua vida toda.

Eu não quero parecer uma pessoa chata. Juro que escrevo esse texto com a melhor da intenções. Mas é preciso fazer um exercício de síntese. Em primeiro lugar é preciso se auto-descobrir: quem é você de verdade e o que é mais relevante dizer ao se apresentar?

Tente exercitar isso, corte informações que não interessam aos outros, evite voltar várias vezes ao mesmo ponto, perceba as reações das pessoas ao redor. Fazendo isso sabe o que vai acontecer? Você fará com a mensagem que quer passar fique gravada. Na verdade quando mais direto for, mais conseguirá que as pessoas se lembrem sobre quem você é e como pode ser útil a ela em algum momento. Isso não quer dizer que você deva virar um robô ou alguém seco. É super possível acrescentar seu toque especial e uma frase que o diferencie dos outros, que inclusive revele um pouco de sua história, sem precisar gastar vários minutos.

Saiba contar histórias

Transformar dados e fatos em uma história interessante também será muito legal. E para isso acontecer é preciso pensar o que é relevante na mensagem, depois a melhor ordem para falar sobre isso.

Contar histórias não signifca florear ou mentir. Aliás, pode ser um grande problema se você fizer isso. Certa vez duas marcas decidiram apostar no storytelling para falar de seus produtos. Contaram uma bonita história sobre a colheita das laranjas que eram usadas para fazer o suco que vendiam ou como o picolé havia sido criado por alguém da família há vários anos. Era de fato uma bonita história, mas quando as pessoas descobriram que era pura balela, acabou ficando feio para a marca.
Contar histórias é tornar mais agradável e lógico o que você vai dizer. Aliás, experimente contar um fato de forma seca em um post de Facebook, depois transforme essa mesma informação em história. Perceba a diferença do engajamento.

Não queira ler seu currículo inteiro antes de se apresentar

Esses anos de aulas e palestras também me ajudaram a entender que existem diversos momentos em que não é uma boa ideia querer ler seu currículo. Sim, pode ser tentador para várias pessoas querer gastar cinco ou sete slides e mais de dez minutos para falar sobre sua formação e experiência. Mas quer saber? Na maioria das vezes não interessa.

É claro que há contextos que exigem que você sinalize quem é para mostrar sua relevância e credibilidade em relação ao assunto que vai abordar. Mas em várias outras tudo que eu consigo ver são pessoas querendo se gabar de sua trajetória e o grande problema disso é que funciona como um balde de água fria logo no começo de sua apresentação, que rapidamente desengaja sua audiência.

No livro “TED Talks”, escrito pelo organizador do TED, Chris Anderson, existem algumas lições nesse sentido. Ele recomenda fortemente que você não leia seu currículo, mas que inicie a apresentação com alguma coisa capaz de rapidamente prender a atenção do público, como uma história, uma piada, um comentário inteligente e contextualizado. Desde que aprendi as lições de Anderson, passei a falar menos sobre mim e vi o interesse das pessoas crescerem em minha fala.

É claro que há momentos em que é preciso sim falar mais sobre você. Os contextos acadêmicos ou envolvendo cursos e aulas que você vá ministrar, por exemplo, podem precisar de uma apresentação mais a fundo, afinal, as pessoas querem saber com quem estão aprendendo. Vai se encaixar muito bem se você souber analisar o contexto e o tempo que tem disponível para fazer isso. E, ainda, se souber separar o que é realmente relevante para quem vai ouvir, porque a verdade é que existem informações que só interessam a nós.

Ao criar um texto, evite enrolar um tempão no começo.

A mesma boa prática de não enrolar para iniciar uma aula ou palestra enquanto fica falando sobre si vale para quando você for escrever um texto. Eu conheço muitas pessoas que escrevem bem até, mas que não conseguem falar do assunto sem antes enrolar bastante. Começam com coisas do tipo “hoje vou falar sobre tal coisa nesse texto” ou fazem diversos rodeios desconectados antes de começar a falar sobre o que interessa.

Uma boa forma de começar um texto, principalmente se estamos falando do contexto das mídias sociais (inclusive para produzir artigos no Linkedin em seu perfil) é não querer pensar em grandes começos. Apenas comece contando uma história, como você contaria pessoalmente. Pode ser algo do tipo “semana passada eu conheci uma pessoa incrível que me falou sobre tal coisa”ou ainda “era uma segunda-feira de manhã quando ao acordar descobri que a partir dali minha vida mudaria completamente”. Boom, as pessoas se engajam na hora, elas vão sentir vontade de continuar lendo.

Experimente!

Além disso, foque em no máximo duas mensagens por vez em um tempo. Se você tratar de muitas coisas diferentes de uma só vez, provocará em seu leitor um sentimento de “o que ele queria dizer mesmo aqui?”.

Cuidado para não interromper a si mesmo o tempo todo

Algumas pessoas tem um pensamento tão rápido ou bagunçado, que não conseguem falar uma frase sem enchê-la de interrupções ou outros assuntos. Elas começam a falar sobre algo e quando você percebe já estão falando de outra coisa completamente nada a ver.

O pensamento vai longe, emendam histórias, depois sentem dificuldade de concluir o próprio pensamento e até a própria frase. Policie-se para fazer isso menos vezes. E ao escrever uma frase, releia para analisar se o sentido dela ficou realmente completo, se você concluiu o pensamento. Frases mais longas são mais perigosas, então procure escrever a maioria mais curta até que aos poucos você se sinta melhor escrevendo. É muito normal voltar no seu texto algumas vezes para reler e fazer alterações, trocar palavras, até que a mensagem fique boa.

Eu conheci uma palestrante que era ótima, tinha muito conteúdo. Mas a cada três frases ela emendava uma piadinha sobre ela mesma, seguida de uma interrupção do pensamento. A palestra então começou a se tornar pesada e entendiante e as pessoas passaram a prestar mais atenção no comportamento dela, do que no conteúdo.

Se é um curso e existem mais pessoas, então não é uma consultoria

Como professora que ministra cursos e também como estudante que faz cursos eu preciso concordar com algo: me incomoda muito que um participante pense que o curso é exclusivamente dele e que ele pode interromper a cada dois minutos para fazer perguntas, principalmente quando elas são enormes, desnecessárias ou muito focadas em seu próprio cenário.

Novamente eu não quero parecer chata, mas se você está participando de um curso em que há mais pessoas e concordou com isso sabendo sobre a carga horário dele, é preciso entender que por mais que um professor queira, ele não conseguirá, nem terá tempo, de responder a tooodas as suas perguntas. Em uma sala com vários alunos podem existir contextos muito diferentes e todos eles se sentirão incomodados se sempre uma única pessoa se destacar porque quer comentar tudo ou espera receber respostas que são exclusivas para ela, como se fosse uma consultoria.

Uma boa prática é analisar se o que você vai perguntar está bem formulado e se é relevante para todos os outros participantes. Se for algo muito específico, lembre-se que as vezes é tão particular e complexo, que seria preciso uma consultoria. Entretanto, na maioria dos casos uma anotação da pergunta para não esquecê-la e uma abordagem direta com o professor depois, seja pessoalmente ou por email, vão resolver seu questionamento. A maioria dos professores que conheço, incluindo eu mesma, não se recusam a responder e dar atenção. Basta que isso seja feito no momento certo.

Perguntas de cinco minutos, não faça isso

Algumas vezes tomamos o microfone ansiosos para fazer uma pergunta para alguém que estamos assistindo. Mas antes de perguntar é preciso pensar se a questão está bem formulada ou se é tão longa que virou um texto, uma tese.

Antes de fazer sua pergunta analise o contexto, o momento, se a questão realmente pode ser respondida pela pessoa ou se é muito próxima de uma saia justa, ou se vai perguntar algo clichê ou obviamente sem resposta. É uma bela maneira de usar o microfone para levar para o momento uma questão que faz sentido, que vale a pena ser discutida.

Se a pergunta é muito longa causa quase um pavor na plateia e em quem vai responder, porque aos poucos vai ficando mais conturbado, bagunçado e difícil falar sobre tudo aquilo. Ser direto é bem melhor.

Ao final de uma palestra, não conte sua vida inteira ao palestrante

Eu adoro dar palestras! Adoro a abordagem das pessoas assim que termino, gosto que venham falar comigo, dar um abraço, tirar foto. Eu realmente adoro.

Mas existe algo que precisa ser pensado. Ao final de uma palestra pode acontecer de formar uma fila de pessoas para falar com o palestrante. Todas estão ansiosas, mas quase todas também tem pouco tempo disponível para o momento. Este não será o melhor momento para puxar o palestrante de lado e contar sua vida inteira para ele, quase que exigindo que ele lhe diga o que fazer.

Por mais que alguém queira ajudar, trata-se de um momento em que a adrenalina foi a mil, o palestrante pode estar sem voz, com sede, morrendo de vontade de ir ao banheiro, cansado… E por mais boa vontade que ele tenha, até mesmo por respeito a quem mais está ali para falar com ele, não terá como dedicar dez minutos ou mais apenas para você, principalmente quando se trata de questões complexas, que não podem ser rapidamente discutidas sem uma análise mais completa.

Áudios imensos no Whatsapp, um terror

Diferentemente da comunicação por texto, o envio de mensagens por áudio não permite o que chamamos de “escanear a mensagem”. Quando temos uma mensagem escrita podemos bater os olhos sobre ela e analisar os pontos mais importantes para responder, sem precisar ler tudo. Mas quando falamos sobre áudio, quase sempre é preciso ouvir tudo, tim tim por tim tim e com muita atenção.
Por conta disso, evite enviar áudios enormes no Whatsapp para alguém, principlamente porque as mensagens demoradas quase sempre estão baseadas em uma falta de clareza do pensamento e com frequência acompanhadas de repetições que não agregam em nada na mensagem.

Analise sempre o contexto, há coisas que soam melhores ditas pessoalmente, outras por áudio, texto.
Outro ponto importante quando falamos de mídias sociais, é entender que ao enviar uma mensagem para alguém no Whatsapp, Messenger ou inbox do Linkedin, nem sempre a pessoa vai ler exatamente naquele momento. Por isso, não é preciso dizer bom dia e esperar pela resposta. Basta ser educado e já emendar o assunto, deixando a entender que sabe que a pessoa pode responder naquele momento ou horas, dias depois. Há ferramentas que mesmo sendo assíncronas não são, necessariamente, usadas em tempo real. E muitas pessoas priorizam suas agendas e rotina analisando o conteúdo da mensagem. Por isso, use a ferramenta de forma mais efetiva.

Não esqueça também de mais uma vez formular bem a mensagem que quer passar, existem alguns textos que falam, falam, mas ao final você não consegue saber o que a pessoa queria. E isso pode afastar muitas oportunidades de você!

Flavia Gamonar
Top Voice Linkedin • Docente • Doutoranda • Cofounder OQMOM • Cofounder 321Comm • Coautora e Cofounder DISRUPtalks
https://www.linkedin.com/pulse/exercite

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Nomadismo digital: o futuro do trabalho 2.0

 Resultado de imagem para Nomadismo digital:
Há vinte anos, um executivo japonês chamado Tsugio Makimoto previu uma revolução. Em seu livro “Digital Nomad“, lançado no ano de 1997 em parceria com David Manners e praticamente ignorado pelo público e pela crítica, Makimoto escreveu num trecho quase premonitório que “redes sem fio de alta velocidade e dispositivos móveis de baixo custo quebrarão o vínculo entre ocupação e localização“.
Dez anos depois, em 2007, a ideia de nomadismo digital ressurge no best-seller Trabalhe 4 Horas por Semana“, do autor Tim Ferriss. Numa mistura de lifehacks e ideias de novos modelos de negócios, Ferriss pintou uma imagem glamurosa — a começar pelo título — de renda automatizada e do velho sonho de se viajar o mundo enquanto se ganha dinheiro.

Nem Makimoto, nem Ferriss, contudo, previram que o impacto da Transformação Digital em nossas vidas, pessoais e profissionais, seria tão grande e evoluiria tão rapidamente.
Smartphones, aplicativos, redes sociais, economia compartilhada e serviços sob demanda simplificaram de tal maneira o modo como vivemos e trabalhamos que, em 2017, as fronteiras geográficas já não são mais um problema e o nomadismo digital já é uma realidade para milhares de jovens ao redor do mundo — e o sonho de consumo de tantos outros milhões.


Os autores também não poderiam prever que todo um ecossistema seria criado por e para nômades digitais. Espaços de coworking e cafés voltados para profissionais que trabalham de forma remota estão cada vez mais em alta ao redor do mundo.
O sudeste asiático, impulsionado pela bela e exótica Tailândia, tornou-se um centro mundial de nômades digitais. Basicamente, jovens adultos de todo o mundo transformaram cidades paradisíacas e até então desconhecidas, como Chang Mai, em suas estações de trabalho.

E este não é um estilo de vida limitado para poucos sortudos. Essa Transformação Digital que rompeu totalmente as fronteiras geográficas, além de oferecer a possibilidade de que algumas funções sejam desempenhadas hoje de forma remota, ainda criou empregos que não existiam 10 anos atrás — e deve criar muito mais nos próximos anos: um estudo recente da Dell projetou que, até 2030, aproximadamente 85% das profissões serão novas, ou seja, ainda nem foram inventadas.
Mas, o que é preciso para se tornar um nômade digital?
Bom, além da obrigatoriedade de acesso à internet e da materialização da teoria de Makimoto, para vivenciar o nomadismo digital como carreira você precisa de algumas outras coisas.
Passaporte
Essa parte é um pouco óbvia, mas é sempre bom lembrar.
Solicitar um passaporte é fácil. Você pode fazer isso no site da Polícia Federal. O problema está nos vistos de entrada para alguns países. O Brasil possui acordos bilaterais com quase todos os territórios reconhecidos pela ONU e é possível que um brasileiro entre sem a necessidade de visto em 153 países, porém, alguns destinos famosos como Estados Unidos e Japão não constam na lista. Para conseguir o visto de entrada para estes países, você deve procurar suas respectivas embaixadas no Brasil.
Uma vantagem dos nômades digitais é que, como esses profissionais levam seu trabalho na mochila — só precisam de um notebook e internet —, não é necessário visto de trabalho. Você só deve ficar atento ao período de validade do visto de turista (varia de 3 à 6 meses, dependendo do país).
Dinheiro
Ok, este item é ainda mais óbvio, mas o que talvez você não saiba é que não é necessário muito dinheiro para ser um nômade digital.
Explico com um hack prático.
Primeiro: esqueça agências de viagem.
Dito isso e partindo do princípio de que você já trabalha de forma remota e não há a necessidade de tirar férias para poder viajar, te aconselho a fazer o download de algum aplicativo que monitore promoções de passagem aéreas — ó a Transformação Digital aí novamente.
Eu utilizo o app do Melhores Destinos. Este ano já comprei passagens para México (R$ 600,00), Coreia do Sul (R$ 1.500,00) e Argentina (R$ 1.200,00) — todos os preços de ida e volta, saindo de Florianópolis (SC) — graças as notificações do aplicativo.As hospedagens também podem ser reservadas pelo celular. O Airbnb é o aplicativo mais famoso com essa finalidade.
Os países do sudeste asiático são os favoritos dos nômades digitais não apenas por causa de suas belezas naturais: o custo de vida é baixíssimo. Então dê valor ao seu dinheiro! Escolha um destino onde a conversão da moeda valha a pena e seja feliz vivendo o sonho do nomadismo digital!Conhecimento
Habilidades linguísticas são fundamentais para quem quer seguir esse estilo de vida. E não basta falar bem: é necessário ler e escrever bem. De preferência em mais de um idioma — incluindo o seu nativo, ok?
Além disso, você precisará de algumas habilidades digitais — independente de você ser um nômade que faz freelas ou trabalhe de forma remota para alguma empresa, acostume-se com nomes como WordPress, MailChimp, Slack ou Trello.
Tempo
Tim Ferriss é um ponto fora da curva. Não pense que você ficará milionário da noite pro dia trabalhando de forma remota. A verdade é que a grande maioria das pessoas que vive nesse estilo de vida não procura a felicidade no dinheiro: a ideia é encontrar um equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Não precisar esperar a aposentadoria para curtir a vida, saca?

O ponto é que, mesmo assim, pelo menos no começo, você não encontrará esse equilíbrio. Pelo contrário, você terá que trabalhar duro para pagar as contas das suas viagens e do seu negócio — caso tenha um.
Nem todos podem se dar ao luxo de investir várias e várias horas de trabalho na construção de um estilo de vida — especialmente se você tiver filhos. Por isso, tão fundamental quanto o dinheiro, o tempo é um ativo importantíssimo para os nômades digitais.
***Concluindo
Não se trata de férias eternas. Não se trata de largar tudo e viajar por aí. Se trata de aproveitar as “redes sem fio de alta velocidade e os dispositivos móveis de baixo custo” para desempenhar o seu trabalho remotamente.
A verdadeira liberdade, sonho de consumo dos nômade digitais ao redor do mundo, reside na possibilidade de viajar sem limites, horários ou datas pré-determinadas, ao mesmo tempo em que se é capaz de viver e trabalhar em qualquer lugar do mundo. Para a maioria, esse é o objetivo final — o pináculo da vida.
E a Transformação Digital proporcionou isso
..Publicado originalmente no Transformação Digital, portal que traz informações, notícias, artigos, novidades e tendência sobre negócios e culturas digitais, sempre sob a perspectiva de grandes influenciadores nacionais que vivem diariamente as transformações trazidas pela disrupção digital. Matheus de Souza LinkedIn Top Voice


Exercite a síntese de sua comunicação e pare de perder oportunidades

    Eu sempre fui muito sensível com as palavras. Talvez porque estudei Letras e uma das disciplinas, estilística, envolvia decifrar o que ...