terça-feira, 14 de agosto de 2012

Qual a área do conhecimento mais importante em Gerenciamento de Projetos?


 

Qual a área do conhecimento mais importante em gerenciamento de projetos? Quando faço essa pergunta, as respostas são as mais variadas.
Fico surpreso de que muitos respondem: custo ou tempo. Isso demonstra um problema crônico da transição de uma cultura de “fazejamento” para uma cultura de planejamento e gerenciamento.
Anthony Mersino, em seu livro Inteligência Emocional para Gerenciamento de Projetos, diz que a cultura organizacional é um ponto essencial para o gerenciamento dos projetos. Até aqui, nenhuma novidade.  Mersino salienta que basta observar os comportamentos que são recompensados e os que são punidos para saber como os projetos são gerenciados numa organização.
Em geral, planejamento muito detalhado e demorado é punido. Por outro lado, “mostrar trabalho”, isto é, partir para a execução rapidamente, é frequentemente recompensado. O esforço de recuperar projetos é mais valorizado do que o trabalho de prevenir que esses projetos entrem em crise. Isso nos remete ao segundo parágrafo deste artigo.
Toda a confusão e pressão, causadas pelo ambiente competitivo, globalizado e com mudanças cada vez mais rápidas, resultam numa falsa ideia de que a produtividade está relacionada apenas à velocidade. Na verdade, produtividade não é apenas fazer mais rápido. Produtividade é fazer certo a coisa certa.
Isso nos leva a outra área do conhecimento frequentemente mencionada como sendo a mais importante: qualidade. Afinal, se algo não precisa ser feito com qualidade, então não precisa ser feito. Outras áreas frequentemente mencionadas são riscos e comunicação. Isso porque comunicação, gerenciamento de stakeholders e soft skills são a última moda em gestão. Riscos, por sua vez, é hoje tido como um diferencial competitivo, embora a maioria das organizações os gerenciem muito mal.
O fato é que, se existe uma área mais importante, acredito que essa área seja Escopo. É o escopo do produto e do projeto que determina todas as demais áreas. As tarefas são feitas a partir da EAP, os custos são calculados a partir dos recursos estimados para as tarefas, a qualidade depende do escopo do produto e projeto, as comunicações são o suporte para o funcionamento do projeto, RH cuida do maior ativo do projeto – as pessoas, o gerenciamento dos riscos tem como objetivo manter o escopo nos trilhos e, por fim, as aquisições compram os materiais e insumos que precisamos para trabalhar. Temos ainda a Integração, que procura unir todas as demais áreas, além de coordenar, supervisionar e integrar a gestão do projeto.
Mas, ao final do projeto, o que desejamos? Bem, como gerente de projetos, muitas vezes, desejamos apenas nos livrar dele! Mas os principais stakeholders, em especial o patrocinador e o cliente, o que eles esperam? Eles esperam o produto, serviço ou resultado exclusivo que o seu projeto prometeu entregar. Para o cliente, relatórios, cronogramas, plano de comunicações, curvas do Valor Agregado não terão mais importância nenhuma. Ou seja, são documentos resultantes de projetos que dão suporte e auxiliam para que o escopo do projeto seja executado.
O grande problema é que os gerentes de projeto estão priorizando tempo e custo na tríplice restrição, enquanto na verdade deveriam se preocupar primordialmente com o escopo. O resultado disso é a grande taxa de fracasso mostrada nos CHAOS Report, por exemplo.
A conclusão é que, se ainda não dominamos o gerenciamento do escopo, investir nas outras áreas pode não trazer as melhorias desejadas. O gerenciamento do escopo se inicia com a demanda do projeto (problema ou oportunidade) e o estabelecimento dos objetivos do projeto em seu Termo de Abertura. Posteriormente, no grupo de processos de Planejamento, atenção especial deve ser dada à coleta de requisitos, o que irá permitir a definição da solução e determinação do escopo do produto e do projeto. Finalmente, durante a execução, o controle integrado de mudanças deve estar sempre alerta, utilizando um processo formal de mudança

http://blog.mundopm.com.br/2012/01/25/qual-a-area-do-conhecimento-mais-importante-em-gerenciamento-de-projetos/

O que vem por aí no Guia PMBOK® 5ª Edição

Por: Adilson Pize, PMP, CBPP, CSM, ITIL Foundations

O PMBOK® é reconhecido mundialmente como um dos mais importantes guias de conhecimentos e boas práticas em processos para o gerenciamento de projetos individuais.
A evolução deste guia se dá através de revisões realizadas a cada quatro anos que incorporam novas práticas adotadas e reconhecidas por profissionais de todo o mundo que colaboram com o seu desenvolvimento.
A 5ª edição do Guia PMBOK® deverá ser lançada pelo Project Management Institute – PMI® – no final deste ano.
Entre os meses de fevereiro e março o PMI® disponibilizou o exposure draft da 5ª edição do Guia PMBOK® para revisão e recomendações da comunidade mundial de Gerenciamento de Projetos.
Desde quando a 5ª Edição foi disponibilizada para revisão e recomendações estão ocorrendo diversos debates entre profissionais da área nas redes sociais, e as opiniões têm sido bastante diversas.
Alguns profissionais dizem estar decepcionados, pois esperavam que a nova versão trouxesse um maior volume de alterações. Já outros profissionais demonstram-se satisfeitos com as melhorias que estão vendo no draft da nova versão.
Particularmente me coloco no segundo grupo, pois entendo que, assim como ocorreu com a edição atual, a nova versão do Guia PMBOK® vem com uma nova organização em sua estrutura que explicita e melhora o entendimento de processos de gerenciamento cruciais para aumentar a taxa de sucesso nos projetos empreendidos.
A seguir vou relatar, de forma resumida, algumas das mudanças que verifiquei no draft da 5ª Edição e que entendo ser relevantes, sem, no entanto, esgotar todas as alterações realizadas nesta nova versão:
- Relacionamento entre gerenciamento de projetos, gerenciamento das operações e estratégia operacional: A descrição da relação entre estes componentes foi expandida;
- Valor do negócio: Este conceito foi incluído na nova versão e descreve o papel do gerenciamento de portfólio, programa e projeto na obtenção de maior valor do negócio através dos investimentos em projetos;
- Habilidades do gerente de projetos: A nova versão destaca a importância do equilíbrio entre habilidades conceituais, éticas e interpessoais para um efetivo gerente de projetos. Além disto, volta a destacar em seu primeiro capítulo algumas das habilidades interpessoais consideradas importantes para um gerente de projetos (liderança, trabalho em equipe, motivação, comunicação, influência, tomada de decisão, consciência política e cultural, e negociação), sendo que estas habilidades são apresentadas em detalhes em um dos apêndices da 5ª Edição;
- Influências organizacionais no gerenciamento dos projetos: Este tema foi expandido, incluindo a discussão sobre a grande influência do estilo de comunicação da organização no sucesso do gerenciamento dos projetos;
- Governança do projeto: O capítulo 2 agora inclui uma descrição da definição, composição e aplicação de uma estrutura de governança para os projetos;
- Equipe do projeto: Foi incluída uma seção que trata das características e estrutura de uma equipe de projeto;
- Ciclos de vida e relacionamento entre fases nos ciclos de vida dos projetos: Neste aspecto reside, na minha opinião, uma das importantes melhorias na nova versão do Guia PMBOK®, que expande e esclarece as diferentes possibilidades de ciclo de vida e relacionamento entre as fases de um projeto. Assim como na 4ª Edição, a nova versão documenta dois relacionamentos básicos entre fases: sequencial e sobreposto. Já no que tange a possíveis ciclos de vida, documenta: ciclo de vida preditivo, ciclo de vida incremental e iterativo e, por fim, ciclo de vida adaptativo (também conhecido como método ágil ou orientado a mudança). Esta explicitação de diferentes ciclos de vida que podem ser utilizados nos projetos ajuda a desmistificar o conceito incorreto de que o Guia PMBOK® orientaria a condução dos projetos através de fases sequenciais ou em cascata (waterfall);
- Processos de gerenciamento de projetos para um projeto: O capítulo 3, que trata deste tema, foi totalmente reformulado. O antigo conteúdo do capítulo 3 passa a ser um anexo, que serve como um padrão para o gerenciamento de projetos de um projeto (padrão ANSI). O novo conteúdo do capítulo 3 serve como uma ligação entre as duas primeiras seções do Guia PMBOK® e as seções seguintes que tratam das áreas de conhecimento do gerenciamento de projetos, descrevendo os grupos de processos, sem, no entanto, detalhar cada um dos processos contidos nestes grupos;
- Áreas de conhecimento: A 5ª Edição do Guia PMBOK® ganhou uma nova e importante área de conhecimento – Gerenciamento das Partes Interessadas do Projeto. Na 4ª Edição o gerenciamento das partes interessadas estava considerado em 2 processos da área de conhecimento de gerenciamento das comunicações (Identificar as Partes Interessadas e Gerenciar a Expectativa das Partes Interessadas). Com esta nova área de conhecimento, há uma demonstração inequívoca da importância do engajamento das partes interessadas nas principais decisões e nas atividades associadas com o projeto. Agora são documentados 4 processos para o gerenciamento das partes interessadas: Identificar as Partes Interessadas, Planejar o Gerenciamento das Partes Interessadas, Gerenciar o Engajamento das Partes Interessadas e Controlar o Engajamento das Partes Interessadas;
- Gerenciamento das Comunicações: Com a saída dos processos relacionados ao gerenciamento das partes interessadas, esta seção do Guia PMBOK® foi reformulada e o foco está mais no processo de comunicação do que no resultado desejado da mensagem. Esta seção conta agora com os seguintes processos: Planejar o Gerenciamento das Comunicações, Gerenciar as Comunicações e, por fim, Controlar as Comunicações;
- Planejamento do Gerenciamento de Escopo, Tempo e Custos do Projeto: Foram criados processos que explicitam a necessidade e importância do desenvolvimento destes planos de gerenciamento. Os novos processos são: Planejar o Gerenciamento do Escopo, Planejar o Gerenciamento do Tempo e Planejar o Gerenciamento dos Custos;
- Processos descritos no Guia PMBOK®: Com as alterações realizadas em sua estrutura, o guia passa a documentar 47 processos aplicados ao gerenciamento dos projetos. Na versão atual, são documentados 42 processos.
Agora nos resta aguardar pelo lançamento da versão final da 5ª Edição do Guia PMBOK® e conferir com mais detalhes todas estas melhorias e outras eventuais mudanças sugeridas pela comunidade mundial de Gerenciamento de Projetos.
Adilson Pize, PMP, CBPP, CSM, ITIL Foundations
Diretor da Excellence Gestão Empresarial
Diretor de Finanças da Seção Rio Grande do Sul do PMI-RS
Coordenador Geral do Grupo de Usuários de Projetos da SUCESU-RS (GUGP)

Por onde começo meu projeto !!

Este é uma pergunta interessante, até mesmo porque uma das maiores preocupações costuma ser terminar o projeto, entregar o seu produto ou resultados, mas para isso é importante iniciar corretamente.
Com esta vontade de terminar e entregar, ou em muitas situações com a pressão de terminar para entregar, a maioria dos gerentes de projetos e equipes de projeto saem executando, ou em outras palavras começam a desenvolver seu produto, construir seu objeto, trabalhar no que será entregue no final, sem antes planejar e ter o conhecimento pleno do que é preciso ser realizado.
Terminar e entregar é o mais importante, porém desde o primeiro minuto de um projeto é preciso pensar que é necessário além de terminar e entregar, entregar algo com qualidade, ou seja, atendendo as expectativas das partes interessadas, mantendo os custos e prazos determinados.
Para isso é importante planejar e analisar o que é preciso ser completado e entregue. Todos sabemos que a parte mais legal de um projeto é executá-lo e vê-lo funcionando, mas é mais legal ainda quando ele está funcionando dentro das especificações construídas juntamente com o cliente que irá usá-lo.
O planejamento é importante ocorrer antes que qualquer trabalho seja executado, porque é neste momento que os primeiros passos são dados em direção ao caminho certo. Para um planejamento adequado é importante, no mínimo, identificar os seguintes pontos:
  • Qual o orçamento do projeto?
  • Qual o prazo do projeto?
  • Qual a equipe disponível dentro do orçamento que possa cumprir o prazo?
  • Quais os riscos iniciais do projeto?
  • Quais as premissas iniciais do projeto?
  • Quem são os Stakeholders do projeto?
  • Quais são os critérios de aceitação do projeto?
  • Como será o processo de realização do projeto, quanto a:
    • Levantamento e detalhamento das especificações do produto ou serviço;
    • Execução do projeto para construir o objetivo especificado;
    • Testes internos e do cliente para aceitação das entregas;
    • Transição do produto ou serviço para início das operações;
    • Critérios de pagamentos e recebimentos;
  • Há outros planejamentos iniciais que podem ser importantes de acordo com cada projeto específico, aqui eu citei apenas alguns mais comuns e fundamentais.
Com este planejamento mínimo é possível visualizar o projeto como um todo e ver todos os recursos disponíveis para iniciar a execução de uma primeira parte do projeto, que ainda não é a construção do produto ou serviço final.
Existem várias formas de se planejar um projeto, e várias bibliografias que sugerem boas práticas, frameworks, metodologias, modelos, entre outros. Eu uso e sugiro as boas práticas do Guia PMBOK® 4a edição, do PMI, mas você pode utilizar a que melhor lhe convir.
Antes de partir para o produto final ou serviço requisitado é preciso se entender perfeitamente o que deve ser entregue, e o que o cliente ou partes interessadas estão esperando. Esta é a etapa de especificar o produto ou serviço.
A especificação, ou análise de requisitos é o processo mais importante do projeto, mais até do que a sua construção e entrega, e pode acreditar isso não é exagero, sabe porque?
A análise de requisitos é o processo onde todos entendem o que é para ser realizado, com detalhes, especificações, protótipos, modelos, definições, tamanhos, cores, regras, cálculos, ou seja, tudo que junto irá definir exatamente o que o produto ou serviço final devem atender, e com certeza estes serão os critérios de aceitação do cliente, que irá analisar todas estas definições quando o produto ou serviço for entregue.
Dica: Se não for definido e a equipe do projeto realizar da maneira que bem entender, ou sem ter o entendimento total, a falha é inteiramente da equipe do projeto, e não do cliente. Não definir não é a mesma coisa que mudar a definição, lembre-se disso.
Estas definições, especificações e análise de requisitos não devem gerar um calhamaço imenso de documentos ou durarem 1 ano ou 2, só devem ser claras e objetivas o suficiente para que tanto o time do projeto quanto o cliente tenham exatamente o mesmo entendimento do que o produto ou serviço final devem realizar e atender.
Existem várias formas de fazer este processo de análise de requisitos, uma que funciona bem para a maioria dos projetos é o ciclo de iterações, onde uma pequena fase, ou etapa, ou grupo de requisitos do projeto são analisados de cada vez. Assim é possível analisar bem uma parte do projeto e partir para a construção desta etapa, e na sequência se analisar mais uma parte, e se construir mais esta parte, e assim sucessivamente até o fim do projeto.
As práticas ágeis também sugerem que não se deve aplicar mais tempo, ou mais documentação, do que o necessário. Para que isso seja bem interpretado, uma sugestão é:
Converse bastante com o seu cliente e com o seu time sobre os detalhes da etapa a ser realizada, e procure colocar no papel todas as regras, regulamentos, definições e especificações importantes. Quando sentir segurança para iniciar a construção, inicie, e com o passar do tempo reveja todos os pontos e continue conversando e revisando para que nada passe desapercebido.
Dica: Nunca construa nada que se tenha dúvidas, indefinições ou que o cliente não saiba, não aprovou ou não queira. Uma equipe bem preparada pode até saber o que é melhor para o seu cliente, e pode tentar evitar falhas ou riscos, porém, o cliente é sempre o principal e mais importante influenciador e deve ser ouvido e consultado sempre. Não tome decisões por conta própria, ouça primeiro o seu cliente.
Bom, então é isso. Comece o seu projeto sempre pelo planejamento, e logo na sequência pelo entendimento correto dos requisitos que precisam ser completados e entregues, somente, e somente depois mesmo, inicie a construção de seu produto ou serviço.
Quem nunca viu esta imagem abaixo? Ela é um exemplo de falta de planejamento e entendimento dos requisitos. Alguns teimam em achar que é erro na qualidade, e que os testes não foram bem feitos, ou que a equipe técnica era fraca e construiu de maneira errada, ou que o cliente ficava mudando as coisas toda hora, ou que foi falta de controle na execução. A grande verdade é que ninguém sabia o que era para ser feito e nem o que se estava fazendo.
Em outras palavras, pense um pouco antes de colocar a mão na massa, e lembre-se sempre refazer ou consertar é mais caro do que fazer certo.

Autor: Fábio Cruz

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Os fracassos de Michael Jordan ... e os nossos!

"Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo... e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso." (Michael Jordan Thomas)
Se o maior jogador de basquete da história, responsável pela quebra de praticamente todos os recordes mundiais desse esporte, aceita e supera cada falha, cada fracasso, e ainda diz que foram eles que o tornaram um sucesso mundial, por que tanta preocupação com os erros que você cometeu na semana passada, no mês passado, no ano passado ou no último final de semana?

Se seus erros tiverem sido graves, se você tiver machucado física ou emocionalmente alguém, reflita sobre isso, mude seu comportamento agora, e carregue o aprendizado e a cicatriz em seu coração. Isso tornará você uma pessoa melhor hoje e amanhã, já que o ontem não pode ser mudado.

Mas agora, uma nova semana está começando. Um novo jogo. Um novo time. Um novo prêmio. Assim é a vida. Quando acordou, hoje pela manhã, o Treinador colocou você para mais um campeonato no jogo da vida. Talvez você erre a cesta, como Michael Jordan. Talvez você erre o gol (Pelé errou muitos), mas cada erro, cada falha deve ser usada por você para aprender melhor o caminho, para encontrar em sua mente o Poder Pessoal que vai colocar seus pés no pódio da vida. E fazer diferente da próxima vez!

Outras pessoas viram seu erro? E daí? Será que havia câmeras transmitindo seus erros para 100 milhões de pessoas ao vivo? Pessoas que contavam com você? Improvável. Mas quando Michael Jordan erra, milhões de pessoas se lembram.

Se Michael Jordan não se deixa desanimar por um erro cometido na frente de 100 milhões de pessoas (e registrado para a história), porque você se deixaria desanimar pelos seus? Use cada erro como uma escada para fazer a coisa certa. Peça desculpas, descanse, volte ao treinamento e inicie uma nova partida. Sua quadra é em casa, com sua família, no trabalho, na escola, com sua alma gêmea ou em todo lugar em que você esteja nos próximos sete dias. Mesmo quando sua única plateia é seu espelho.

E lembre-se do que Jordan diz: "Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que eu sou um sucesso". O que Jordan quer dizer é que não é possível alcançar o sucesso sem passar pelo fracasso. Deixe-me repetir isso: não é possível. Até quando nascemos, as lágrimas chegam antes dos sorrisos.

Não se deixe abater!

Ao terminar essa frase, o jogo vai começar. O Treinador está olhando. Dê o melhor que puder. Respire profundamente, sorria... e boa sorte!

Fonte: http://www.soniajordao.com.br/detalhe.php?id=680

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Será que as oportunidades são iguais?

A quem de nós nunca foi feita esta clássica pergunta quando éramos crianças:
- O que você quer ser quando crescer? 
Respondíamos de acordo com a nossa realidade, ou seja, aquela profissão que achávamos mais bonita, pois não tínhamos a noção do dia-a-dia do trabalho e a questão de salário.
Alguns queriam ser bombeiros para salvar vidas, outros trabalhar na mesma empresa que seu pai, algumas meninas desejavam ser bailarinas, os que gostavam de animais desejavam ser veterinários, e assim por diante. Sem falar dos milhares de garotos que desejaram ser jogador de futebol, entre outras tantas profissões.
Quando crescemos, percebemos que muitos dos nossos sonhos não fazem parte da nossa realidade atual. Tudo isto dependerá das oportunidades que tivermos no decorrer de nossas vidas e o quanto dermos valor a elas. Aliás, valor é uma coisa que está em falta na nossa sociedade nos dia de hoje.
A situação sócio econômica financeira da população brasileira trás desigualdades visíveis, sendo assim as oportunidades também são diferentes.

As famílias com melhores condições financeiras podem colocar seus filhos em ótimas escolas, pagar cursos de inglês, curso de computação, ter um computador em casa e outros benefícios, que se bem aproveitados por estes jovens lhes trarão um futuro brilhante, pois apesar de terem todas estas vantagens não são todos que as aproveitam. Sendo assim, quando vemos um(a) jovem de 25 a 30 anos como um grande gestor de uma empresa de expressão, não podemos tirar dele o seu mérito, pois o mesmo soube fazer bom proveito das oportunidades que a e ele foi concedida.
Mas, também existem a realidade daqueles que são menos favorecidos e que não tiveram a oportunidade de estudar nas melhores escolas. As famílias não puderam pagar cursos complementares para que estas crianças pudessem se preparar melhor para o mercado de trabalho que hoje está cada vez mais exigente.
Vemos em revistas com foco profissional alguns destaques: como ter uma carreira de sucesso, as melhores oportunidades do mercado, sete passos para uma carreira promissora, entre outros. As barreiras para conseguir um bom emprego são grandes, onde sempre ouvimos as mesmas perguntas em uma entrevista:
A quanto tempo você trabalha na área? 

Possui Inglês? 

Quais foram as suas principais realizações? 

Tem curso de informática? 
Quais são os cursos de especialização que possui? 
Você mora próximo ao local que está pretendendo trabalhar?
E ai, o que acontece com estas pessoas que não tem estes pré-requisitos? 

A cabeça da um nó, e surgem as perguntas:
Como vou fazer estes cursos se meu dinheiro é contado? 

Já estou velho para estudar, do jeito que está, está bom! 

Só consegue quem tem QI (Quem Indicou) 

É muito difícil! Não vou conseguir!
Quem pensa assim está se acovardando da oportunidade de ter um futuro melhor! 


Para conseguirmos atingir as nossas METAS, precisamos estabelecer antes alguns passos. 

Sempre que inicio as aulas em uma nova turma, procuro motivá-los e mostrar que é possível chegar onde desejamos, desde que façamos isto de forma planejada, seguindo cada passo, no momento certo.

O que estarei passando aqui para vocês, se bem seguido, fará com que obtenham o sucesso profissional, pessoal que tanto desejam.
Lembrem-se: nada na vida vem com facilidade, e quanto maior a conquista, maior os trabalhos a serem realizados. 



Vocês deverão iniciar sua caminha em busca de sua META, da seguinte forma: 

1 –SONHO
Todos nós temos o direito de sonhar. Além do mais, o sonho é livre e nos transportará para um objetivo. Você poderá sonhar ter um carro do ano, ter uma bela casa própria, um bom emprego, cursar uma universidade, e outros sonhos mais. Como já diziam algumas pessoas; para sonhar não é preciso pagar nada! 
Quando acreditamos que um sonho é possível de ser realizado, transformamos o mesmo em OBJETIVO. Conforme Francis Bacon (1561 – 1626) “ O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las”. Sendo assim comece a transformar alguns sonhos em objetivos. 

2 -OBJETIVO
Ao traçarmos um objetivo em nossas vidas, ficamos mais próximos da META e nos distanciamos do SONHO, pois, nos mobilizamos focando aquilo que tanto queremos realizar. Nesta etapa, precisamos ter bem definido o que queremos fazer, para traçarmos o caminho que nos levará á realização de nossa META.
Seguem alguns pontos importantes:
- Planejar: o planejamento nos dará a visão geral da situação que deveremos percorrer para conseguirmos atingir as nossa META. 
- Pesquisar: A pesquisa nos mostrará as melhores oportunidades dentro do que desejamos e podemos realizar naquele momento. 
- Abdicar- Durante um período de nossas vidas deveremos abdicar-nos de algumas coisas para podermos conquistar a nossa META. 
- Empenhar: Em tudo que fizermos na vida, precisaremos de empenho, sem empenho não chegaremos a lugar nenhum. Analise suas companhias, para que você não desista do seu objetivo por conta de algumas conversas de colegas que queiram lhe desviar do foco, pois é muito mais fácil ficarmos como estamos, do que enfrentar algumas dificuldades para conseguirmos o que desejamos.Nos momentos difíceis procure um amigo de confiança para conversar, com certeza as palavras dele lhe ajudará. 
- Por em prática: Depois de traçarmos todos os pontos, de forma objetiva, estaremos prontos para irmos em direção a nossa META. 

3 - META 
Dizemos que a META é nossa realização maior. Para conseguirmos concretizá-la, precisamos de alguns ingredientes que não podem faltar: 
Determinação: quando temos determinação naquilo que queremos realizar, nos tornamos mais fortes e obstinados para conclusão desta META 
Dedicação : Quanto mais nos dedicarmos maior será o proveito na realização de tudo que foi planejado, para conseguirmos cumprir no tempo estipulado. 
Opinião: devemos ter opinião desde do início para que as dificuldades da vida não nos faça desistir, pois uma vez que você está na direção da conquista de sua META nada mais poderá fazer com que você desista. 
Depois que concretizarmos a nossa META nos sentiremos importantes e capazes de realizarmos qualquer coisa em nossas vidas. Neste momento, já não veremos em nossas vidas tantos obstáculos como víamos anteriormente em tudo que íamos fazer. 
De tudo que vamos realizar em nossa vida, 20% é influência do meio físico em que vivemos, mas 80% está no poder que nossas mentes tem de se concentrar no que realmente desejamos realizar.
Agora, pare um pouco e pense quantas coisas você já conseguiu realizar à partir do momento que começou a acreditar que seria capaz de fazer? 
É que os grandes feitos nos assustam. Achamos que não somos merecedores de tal feitos. Quando você não faz, outra pessoa virá e fará no seu lugar. 
Conforme nosso amigo (Lair Ribeiro) “ A vida é um ECO, se você não está gostando do que esta recebendo, observe o que está emitindo”. 
A conclusão de uma META nos dá o poder de sentirmos que podemos chegar onde realmente acreditamos que somos capazes. 

E você qual a sua META? 

Comece a implementá-la à partir de hoje, pois mesmo que as oportunidades não sejam iguais para todos não faça disto uma desculpa, pois quando acreditamos que somos capazes de realizar o que queremos,cedo ou tarde, através do sonho transformando em objetivo veremos que os obstáculos não serão motivos para concluirmos a nossa META. 


Exercite a síntese de sua comunicação e pare de perder oportunidades

    Eu sempre fui muito sensível com as palavras. Talvez porque estudei Letras e uma das disciplinas, estilística, envolvia decifrar o que ...