quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O poder do hábito !!

 

Já parou para pensar no que você poderia fazer diferente para atingir o sucesso? Uma simples mudanças no comportamento pode fazer toda diferença, ainda mais quando ela vira um hábito

Você sabe o que todas as pessoas de sucesso (mas todas, mesmo!) tem em comum? Bem, é algo que domina você o tempo todo, mas é também a chave para ter ou não ter sucesso. A pergunta que você deve se fazer é:

1. Por que você faz o que você está fazendo hoje?
2. Por que algumas pessoas e empresas têm tantas dificuldades em mudar, enquanto outras parecem conseguir isso da noite para o dia?

O autor do livro o Poder do Hábito, depois de reunir inúmeras pesquisas científicas, afirma que você precisa desfrutar desse momento, que é a “Era Dourada” da neurociência, para compreender como o seu cérebro se organiza no dia a dia.  É impressionante constatar que todas as pessoas que conseguiram ter sucesso apresentam um padrão comum entre elas: o êxito a partir dos hábitos.

Se olharmos para a trajetória dos atletas da Olimpíada de 2016, podemos ver que os campeões não fizeram a todo o momento coisas extraordinárias. Para chegar ao nível de evolução que se encontram, eles fizeram uma sucessão de coisas frequentes, repetitivas, que não precisavam ser racionalizadas. Eles conhecem o poder dos hábitos e os utilizam racionalmente para poder alcançar algo extraordinário. Eles sabem que é pelos hábitos que o cérebro se organiza para poupar esforços e tiram o máximo proveito disso.

Ao se deparar com a necessidade de aprender uma nova habilidade, como um novo idioma, ou um instrumento musical, o cérebro consome uma imensidão de energia. Mas, com a prática as regiões responsáveis pela atenção e controle de esforço vão diminuindo suas atividades e passamos a funcionar no “piloto automático”. É quando adotamos a rotina. Desse modo, você terá tempo e energia para se concentrar em coisas novas que exijam o pensamento e aprendizagem.

Bem, para chegar até a este ponto, conheça as 3 etapas do loop do hábito.  Lembre-se: você terá que respeitar as 3!

1. Gatilho: um desejo de mudança

Imagine, por exemplo, que uma empresa anuncie sua internacionalização dentro de 1 ano e você identifique aí uma oportunidade para um salto profissional. Você então conclui que precisará aprimorar uma habilidade a mais, que é: se comunicar em inglês.

Claro que o simples fato de você identificar um gatilho por si só, não é suficiente para que o hábito venha a se desenvolver em você, mas se essa motivação  for forte mesmo você passará então para a  2ª. etapa do loop, que é a:

2. Rotina: a assiduidade

Para desenvolvê-la, você passará a estudar diariamente o novo idioma. No vídeo que fiz sobre a "Única Coisa", alertei você que o hábito só será consolidado após 66 dias de rotina. Até lá você corre riscos e é o que leva muita gente a desistir no meio do caminho. Entretanto, o ciclo ainda não foi fechado. Ele só se estabelece com a terceira etapa que é a:

3. Recompensa: um prazer

Logo que você começa a ter os primeiros resultados com o domínio do novo idioma, irá perceber um maior reconhecimento das pessoas e, claro, novas oportunidades se abrirão. Esta é a recompensa alcançada por ter conseguido completar o ciclo do loop do hábito. Nesse caso, o poder do hábito se efetivou porque você identificou uma forte razão para começar, que é o gatilho, desenvolveu e consolidou uma rotina de práticas ininterruptas de estudos e, passado um período de tempo, começou a receber a recompensa, que motivará você a continuar.

Isso vale para qualquer hábito que você queira adotar. Mas, fique sempre muito atento e respeite as 3 etapas do loop. Lembre-se, você é o único dono de sua própria mente e ao compreender como os hábitos funcionam, dependendo de como irá utilizá-lo, poderá se tornar uma pessoa mais produtiva, mais saudável  e até mais feliz.

Vá em frente!

Conteúdo originalmente postado em Impact Player e compartilhado no site da Endeavor Brasil e em Diário do Comércio 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O impeachment é um fracasso brasileiro !

Resultado de imagem para O impeachment é um fracasso brasileiro     Hoje é um dia de fracasso. O impeachment de um presidente da República é um fracasso nacional.

Mas é importante entendermos o que aconteceu. Como chegamos a este fracasso.

Dilma Rousseff está sofrendo o impeachment por parte de um Congresso fisiológico. O que motiva boa parte dos parlamentares pró-impeachment tem mais a ver com sua própria sobrevivência e a de suas práticas do que o futuro do Brasil. Entregam Dilma à turba de brasileiros que marcham pelas ruas contra a corrupção na esperança de que sacie sua fome. Vão-se os anéis, ficam os dedos.

Com alguma sorte, a turma volta para casa e o Congresso segue a vida como ela era.

As pedaladas fiscais são uma desculpa. Elas aconteceram. Aconteceram, entre 2014 e 2015, em níveis muito superiores à prática de todos os presidentes anteriores. Principalmente no caso de 2014, ocorreram por populismo eleitoral. Interessava a Dilma disfarçar as reais condições da economia brasileira para se reeleger. As pedaladas de 2014 e 15 não são equivalentes às outras em volume ou no tempo. É bastante razoável considera-las operações de crédito. Mas também é fato que o Tribunal de Contas jamais as censurara antes.

As pedaladas são uma desculpa. Dilma sofre o impeachment por causa da Operação Lava Jato que expôs os brutais níveis de corrupção dentro de seu governo e no de seu antecessor e padrinho, Lula. Sofre o impeachment por sua inépcia na gestão econômica do país. As causas da crise podem estar lá fora, mas nenhum país emburacou como aquele governado por Dilma.  Sofre o impeachment, também, porque a nova classe média, gestada durante o governo Lula, virou-lhe as costas. Virou porque está ameaçada de perder tudo o que ganhou pela crise.

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha chantageou Dilma ameaçando abrir o processo de impeachment caso o Planalto não o auxiliasse na luta por manter seu mandato. O Planalto quis ajuda-lo. Tentou. Se esforçou. Os deputados federais do PT é que se recusaram a ouvir os apelos do Planalto. Dilma estava plenamente disposta a ser chantageada. Parlamentares petistas é que decidiram, ali, impor um limite. Um raro gesto de dignidade que lhes custou caro, talvez. E a abertura do processo veio. E mais de dois terços do plenário da Câmara achou por bem apresentar a denúncia de impeachment ao Senado. 

Não se trata de uma luta de fisiológicos contra honrados.          

O PT, ao chegar no Planalto, acreditou que poderia jogar o mesmo jogo. Tornou-se tão fisiológico quanto os velhos coronéis, tão corrupto quanto os antigos barnabés, tão capaz de distribuir cargos, verbas e propinas quanto quaisquer outros políticos que já estiveram no mando brasileiro. 

Lula e seu governo são investigados por práticas de corrupção em níveis nunca documentados. O prejuízo oficial da Petrobras, aquele cravado em planilha, provocado pela corrupção de diretores que se tornaram réus confessos, causado por negócios terríveis nos quais há inúmeros sinais de ampla distribuição de propinas como a compra improvável de Pasadena, equivale a 1% do PIB brasileiro. Os efeitos da brusca queda da Petrobras sentem-se com violência em toda economia brasileira, em particular no estado do Rio de Janeiro. Dilma Rousseff, a administradora capaz que se gabava de microgerenciar cada casa decimal de cada planilha, presidia o Conselho da Petrobras.

Ela é responsável pelo que ocorreu na empresa. Ela é responsável pelo que aconteceu no Brasil nos últimos cinco anos e meio.

Assim como Lula é responsável. Um político extraordinário, brilhante, de um carisma ímpar. Não há hoje, no Brasil, um político mais hábil do que Lula. Ele poderia ter comandado uma ong internacional de combate à fome, poderia ter presidido a ONU, poderia ter sido Nelson Mandela. Preferiu ser lobista de empreiteiras. É incrível como um homem tão grande pode ser tão pequeno. Com suas palestras e seu nome, poderia ter pago quantas reformas quisesse em quanto sítios de Atibaia desejasse, teria os tríplex com os quais sonhasse. E ainda, pela pura força de seu carisma e de seu nome, pela habilidade nata de costurar acordos, teria chegado ao Nobel da Paz e melhorado a vida de um bom bilhão de homens, mulheres e crianças.

Lula preferiu ser lobista de empreiteiras brasileiras na África e América Latina. Preferiu exportar o fisiologismo pátrio.

O fracasso dele é o nosso fracasso. É o fracasso cultural do Brasil. Porque Lula é o reflexo do que o Brasil é.

Os antipetistas mais rábicos podem acreditar que tiveram uma grande vitória e que afastaram do poder alguma espécie de mal fundamental.

Os petistas mais irracionais acreditarão que as possibilidades de um governo justo e social foram derrubadas pelas camadas mais reacionárias da sociedade.

 O que aconteceu foi muito menor. 

Só substituímos um governo fisiológico por outro. O governo Michel Temer não tem uma política econômica particularmente distinta daquela que Dilma tentou implementar a partir de 2015. A diferença é que Temer é um político hábil e Dilma não o foi. A diferença é que Michel Temer completa as frases que inicia. Com alguma sorte, estabilidade econômica virá. 

Mas Michel Temer é também o Brasil velho. Como, aliás, o PT.

O impeachment é legal. Se é legal, não é Golpe. Não é consolo.

Mas há a Lava Jato.

O fisiologismo brasileiro se ancora na propina de grandes empresários que detém os mais vultosos contratos públicos. É esta propina que, lentamente, vai financiando as campanhas eleitorais que ampliam a base fisiológica nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e Congresso Nacional.

O fisiologismo abraçado por tucanos e petistas, assim como por peemedebistas e todos os outros.

Se alguém quer entender por que o Congresso Nacional piora a cada ciclo eleitoral é por causa disso. Porque, desde a redemocratização, a máquina do fisiologismo trabalhou para produzir dinheiro de campanha e se procriar. Este tipo de vereador, deputado e senador encontrou o caldo de cultura perfeito. A fonte da eterna caixa 2.

Mas há a Lava Jato.

E empresários, hoje, têm medo de pagar propinas. Para eles, corromper ficou caro. O dinheiro de campanha que alavancava a candidatura de parlamentares fisiológicos está desaparecendo. Será um soluço inédito na história do Brasil para tudo voltar a ser como antes? A política brasileira pode ter piorado, mas o Estado melhorou por dentro. Talvez o Estado democrático tenha criado a vacina para este fisiologismo patrimonialista que nos condena ao passado.

Essa é a esperança que nos resta.
 
Pedro Doria é jornalista, também escreve sobre o impacto da tecnologia, no Globo e no Estado de S. Paulo, às sextas-feiras, além de comentar sobre o tema na CBN quartas e domingos.

Elevando a auto-estima

Resultado de imagem para auto-estima Você pode até ter sido moldado por uma sociedade que cultiva uma filosofia pessimista, mas não precisa se manter indefinidamente preso a isso. A qualquer momento pode mudar o foco de sua atenção para a grande realidade de que a verdadeira natureza da vida é o aprendizado, a expansão e o crescimento.

Neste artigo, selecionei alguns conselhos para elevar a auto-estima e passar a ter mais confiança em si mesmo. Apesar de tê-los escrito de forma personalisada, quero deixar claro que não os criei. Já fazem parte do conhecimento secular da humanidade; mais precisamente do grupo de pensadores que estudam a Lei da atração.

– Olhe sempre nos olhos dos outros, reconhecendo que todos são iguais – pequenos e ao mesmo tempo grandiosos – diante de Deus;

– Nunca permita que assuntos ou pensamentos relacionados às doenças e catástrofes ocupem a sua mente por muito tempo;

– Afaste-se das pessoas negativas, que vivem reclamando de tudo e de todos;
 
– Não faça das coisas negativas, ou mesmo da vida alheia, seus assuntos prediletos, deixe que o Universo, com suas Leis Perfeitas, cuide de tudo;

– Tenha objetivos bons e nobres e construa a sua opinião própria a respeito dos fatos, com base no bom senso e nas supremas verdades da vida; – Amplie sempre seus horizontes estudando sempre, fazendo novos cursos, lendo conteúdos positivos em livros, revistas, Internet, etc.;

– Vibre com o sucesso e com a alegria dos outros, sobrepondo-se definitivamente ao maldito sentimento da inveja;

– Medite, ore, relaxe ou pratique qualquer técnica de autoconhecimento que o faça desligar por um pouco das coisas do mundo, porque dentro de você está a chave que abre a porta para um novo mundo de infinitas possibilidades;

– Mesmo que o seu problema pareça insolúvel, acredite que há uma saída. Mesmo que você não saiba o caminho, confie na grandeza daquela Energia que te criou e te mantém com sendo maior que tudo e que todos. A chave para uma nova vida está sempre do lado de dentro e só você pode ser capaz de abri-la. Procure e encontrará porque a sua busca sincera está sendo observada e você não ficará sem resposta. NUNCA!

– Viva intensamente a cada momento, acreditando que há um só Poder e uma só Força e que tudo o que vemos é manifestação disso. Acredite que você também é uma manifestação da Energia Universal Criadora e que pode ser remodelado, de acordo com suas mudanças de atitude. O Poder Único te deu as chaves de uma porta que só você é capaz de abrir e fechar. Abra-a para tudo aquilo que é bom, belo e construtivo e feche-a para toda forma de energia que não esteja de acordo com as Leis Universais de harmonia, expansão e crescimento;

– Comece a pensar do ponto de vista das eternas verdades e princípios da vida e não do ponto de vista do medo, da ignorância e da superstição. Não deixe que os outros pensem por você. Escolha os seus próprios pensamentos e tome as suas próprias decisões. Transforme a sua energia em Luz e estará trabalhando em sintonia com o Cosmos;

– Sinta-se bem para consigo mesmo. Esse é o princípio básico de toda transformação. Isso significa estar 

de bem com a vida, motivado, confiante, seguro de si, com a mente enfocada no sucesso, na prosperidade, na vitória. Mantenha esse estado de espírito, com uma certa constância, com uma crença inabalável em si mesmo e na resposta precisa do universo aos seus anseios;
 
– Por fim, compartilhe as coisas boas e positivas com todos aqueles que cruzam o seu caminho e agradeça sempre o que o universo lhe proporciona. Assim, você será transformado em mais um elo da grande corrente universal, cuja natureza verdadeira é harmonia, expansão, crescimento. 

Dicas para entrevistas de seleção !

Resultado de imagem para Dicas para entrevistas de seleção !] São dicas para entrevistas, cabe a cada um utilizá-las ou não, para se adaptar a uma realidade necessária. E, é claro, sem deixar de ser autêntico, sincero e honesto seja em qual empresa for. 
 
Quem participa de um processo seletivo, geralmente, fica temeroso à espera das tão famosas perguntas:
“Fale-me de você”, “Quais seus pontos fortes”, “Fale de seus pontos fracos”… Não tem jeito. Mas o que será que o selecionador espera ouvir de resposta? O que exatamente ele quer saber do candidato? Existe uma resposta padrão para essas perguntas que mais parecem uma pegadinha? Conversamos com duas consultoras de recursos humanos, Ana Paula Dias e Paula Coutinho, para saber como o candidato deve se comportar nesses momentos. Vamos lá. 
Segundo Ana Paula Dias, ao fazer essas perguntas, o selecionador deseja conhecer um pouco da personalidade do candidato e se ele está adequado às exigências do cargo: “Nestes casos, o ideal é que o profissional mencione apenas aspectos positivos de seu comportamento, mesmo quando falar de seus pontos fracos. É importante dizer, por exemplo, que é perfeccionista, autocrítico, pois são características que na verdade serão interpretadas como positivas. Além disso, ainda falando de pontos negativos, pode-se mencionar características técnicas, porém nestes casos é importante destacar que já está se aperfeiçoando”.
Mas será que dá para estabelecer uma resposta padrão? Ana Paula diz que não, pois depende do histórico profissional do candidato. Mentir, jamais; omitir é perdoável, por isso, responda apenas àquilo que o selecionador está perguntando. Ana Paula alerta que é perfeitamente possível perceber se o candidato está mentindo. “Isso vai depender muito da segurança que o profissional irá passar no momento da entrevista, porém, mesmo que a mentira não seja percebida no momento da entrevista, muito provavelmente ela será descoberta no momento de se conferir as referências profissionais ou até mesmo no dia a dia do profissional, caso o mesmo venha a ser contratado, o que com certeza irá prejudicar a sua imagem dentro da empresa”.
Mas, atenção! Todo cuidado é pouco, pois ao responder a essas perguntas, você pode dar uma resposta inadequada.
“O candidato deve procurar ser objetivo durante a entrevista e não se estender demais em assuntos que possam trazer algum ponto negativo referente a sua vida profissional”, comenta a consultora Paula Coutinho. E Ana Paula aproveita para enfatizar a importância de treinar antes de ir para uma entrevista de emprego, e a partir deste treino, avaliar o que pode ou não ser dito. Existem algumas perguntas que são muito frequentes durante um processo seletivo, como por exemplo: “Por que deixou o emprego anterior?”, “Fale sobre seu chefe”, “O que suas referências dirão ao seu respeito?”… O profissional deve treinar para estas questões e analisar quais os pontos negativos que surgem das mesmas e que devem ser disfarçados ou menos enfatizados.
Seu corpo fala por você
No momento da entrevista, o candidato deve tentar se manter o mais tranquilo possível. O selecionador também está atento a qualquer pequeno gesto. “Evite colocar pertences na mesa do entrevistador; não fique colocando a mão no cabelo a todo o momento (esta atitude deixa claro o nervosismo)… Além disso, desligue o celular para não passar  impressão negativa ao selecionador”, explica Ana Paula.
O  recrutador está de olho em tudo que se passa durante o processo seletivo, pois qualquer atitude do candidato pode indicar uma característica de seu perfil, que será condizente ou não com a vaga em aberto. Por este motivo o profissional deve sempre estar atento a suas atitudes, inclusive durante um café.
“Gestos de apoio, como olhar nos olhos ou balançar a cabeça para quem está falando, criam empatia. Todos podem controlar a linguagem corporal, até certo ponto (mas não totalmente).
 
Em resumo, siga as seguintes dicas: escolha suas palavras com muito cuidado e seja o mais sincero possível para não ser traído pelo corpo”, diz Paula, que ainda dá mais algumas dicas para que você preste atenção aos seus gestos:
Ouço e aprovo – A cabeça pende e o olhar é amistoso, mostrando atenção e aprovação (mão no queixo é sinal de aprovação).
Estou atento – Os olhos atentos e o corpo inclinado para frente indicam atenção e interesse (sobrancelhas levantadas demonstram interesse).
Este é o meu ponto de vista – Gestos enfáticos com as mãos são uma forma de reforçar a mensagem verbal (mãos gesticulam para dar ênfase).
Preciso de conforto – Uma mão afaga o pescoço e a outra abraça a cintura, indicando a necessidade de reafirmação (os braços apegam-se ao corpo).
Dúvidas e mais dúvidas – Massagear a região entre os olhos (fechados) revela conflito interno em relação ao que está sendo dito (olhos fechados e sobrancelhas franzidas expressam dúvida).
“Procuramos profissionais dinâmicos, pró-ativos, organizados, de fácil relacionamento interpessoal”
Pois é. Você se depara com uma vaga com esses pré-requisitos e não sabe o que fazer? Como deixar isso claro para o selecionador? Veja o comentário de Ana Paula: “Este tipo de característica não deve ser mencionada no currículo, pois são informações subjetivas e que não podem ser avaliadas por meio de um documento. No currículo o profissional deve citar apenas situações concretas, ou seja, os resultados alcançados com seu trabalho, os conhecimentos e experiências na área de interesse, formação etc. No entanto, características subjetivas devem ser mencionadas no momento da entrevista, onde terá oportunidade de relacioná-las ao seu dia a dia de trabalho, dando maior credibilidade a elas”.
Ana comenta, ainda, que esses pontos serão mais demonstrados que propriamente citados, no entanto, caso o selecionador questione sobre eles, o ideal é mencioná-los junto a um exemplo do dia a dia de trabalho, pois desta maneira dará maior credibilidade ao diálogo. Além disso, mesmo antes de ser questionado, se o entrevistado perceber a importância de determinada característica, poderá enfatizá-la, embutindo a mesma em algumas questões.
Veja algumas perguntas e as respostas mais adequadas:
Vale lembrar que as respostas padrões não devem ser reproduzidas na íntegra. O ideal é que elas sirvam como guia, mas cabe a cada profissional entender quando pode ou não inserir outras informações importantes sobre a sua conduta no mercado de trabalho.
Como você descreve sua própria personalidade? Nunca descreva sua personalidade como MARCANTE, DIFÍCIL ou FORTE, para o selecionador estas características podem denotar uma pessoa “encrenqueira”, difícil de se conviver no dia a dia, ou forte demais a ponto de ser intransigente. Tente passar uma ideia de personalidade cooperativa, entusiasta, criativa, conciliadora, objetiva e prática. E fale de sua marca registrada: o que diferencia você das outras pessoas?
 
Por que você quer sair da empresa?T odo profissional entra em uma organização para resolver problemas. Se, passado muito tempo e sem uma clara visão externa da empresa, ele começa a FAZER PARTE do problema, está na hora de mudar de emprego (antes que façam isso por ele). Como dizer isso de forma mais amena para os recrutadores? Aí vão, novamente, respostas prontas que sempre funcionam: “Procuro novos desafios”, “Eu tenho um bom potencial, o mercado está ruim, mas eu acredito em mim”.
Quais seus objetivos em longo prazo? Fale em termos profissionais, sendo bem objetivo: ser diretor de engenharia, gerente-geral ou algo similar. Mostre que traçou metas, pretende fazer cursos, MBA e idiomas.
 
Quais são seus objetivos em curto prazo? Seja específico. “Quero ser gerente de vendas, por exemplo, ou outro cargo ascendente em minha carreira”, lembrando sempre o cargo em questão.
O que você procura em um determinado emprego? Desafio, envolvimento e chance para contribuir para a empresa.
Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos? Sim. Dê exemplos de seus trabalhos anteriores.
Por que você acha que devemos contratá-lo? Conte os benefícios que você vai trazer e como pode, com seu desempenho, gerar lucros para a empresa.
Liste as cinco maiores realizações em sua carreira ou em seu emprego atual. Escolha bem essas realizações e mencione aquelas mais recentes e condizentes com seu objetivo profissional.
Quanto tempo necessita para trazer uma contribuição para a nossa empresa? Desde o primeiro dia e cada dia mais à medida que conhecer melhor a organização.
Quanto tempo pretende ficar conosco? Enquanto houver oportunidade para crescer, progredir e contribuir para a empresa.
 
O que você acha do seu chefe anterior ou atual? Nunca se deve falar mal. Cite algo positivo relacionado ao perfil profissional do mesmo, como “acho que é um profissional competente.”
Você poderia descrever alguma situação na qual seu trabalho tenha sido criticado? Não deve reconhecer críticas ao seu trabalho, mas dizer que, às vezes ele foi discutido, mas não criticado.
Você é um líder? Dê exemplo. Responda a essa pergunta com realizações do seu passado.

Você ajudou a reduzir custos? Como? Exemplifique com resultados e realizações.
Fale sobre você.
Essa resposta deve ser muito bem-praticada. Procure ser sucinto, direto e focalize os resultados. Fale somente sobre assuntos profissionais.
Que tipo de decisões são mais difíceis para você? Deve demonstrar sua capacidade analítica e dizer que aborda o processo decisório de forma lógica, identificando as alternativas e as premissas da decisão. Como ser humano, deverá dizer que as decisões mais difíceis são as aquelas referentes à vida de seus subordinados.
Se pudesse começar tudo de novo, o que faria diferente em sua carreira?
Mostre ser uma pessoa segura. Dizer que basicamente não mudaria nada. Obviamente, existem pequenas coisas na nossa carreira que poderiam ter sido feitas melhores e deveriam ser corrigidas. Procure não mencioná-las.
 
Fonte: http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/dicas-emprego/entrevista-emprego/as-pegadinhas-das-entrevistas-de-selecao

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Por que os colaboradores mais talentosos abandonam as empresas?

Resultado de imagem para Por que os colaboradores mais talentosos abandonam as empresas?Recentemente recebi a ligação de um empreendedor pedindo ajuda sobre como convencer um colaborador a se manter em sua empresa. Ele já havia pedido demissão e já havia assinado contrato com a concorrência. Era um profissional dedicado e com larga experiência na empresa. Iniciou como estagiário na área de suporte, passou depois pelo marketing, produtos e ultimamente estava na área comercial. Durante o telefonema o meu amigo me explicava: “Ele era um exímio colaborador, responsável, leal e há 5 anos se dedicava à nossa empresa. Por que eu perdi o mais talentoso colaborador de minha empresa? E pior, ele está saindo para receber menos do que recebe aqui.
Esta é uma história real, porém a situação não é exclusiva deste empreendedor. O que acontece que perdemos, muitas vezes, nossos melhores talentos? Por que muitas vezes as pessoas estão desmotivadas no desenvolvimento de seus projetos?
Após a ligação deste amigo, passei a conversar mais com os líderes de nossa empresa para identificar o que poderia ser feito para melhorarmos o cuidado com o nosso pessoal. Afinal eu percebi que aquela situação poderia também acontecer conosco. Recebi muitas dicas, ideias e sugestões para desenvolver nossos colaboradores. Passei também a conversar mais com líderes e profissionais de outras empresas e fiquei espantado com as constatações que eu ia colhendo. Pessoas desmotivadas, em conflitos com os colegas, problemas de relacionamento e de comunicação, falta de visão e direcionamento, projetos desacreditados, problemas com a liderança e vários outros fatores se juntavam a lista.
Para a minha surpresa, a primeira constatação que eu tive foi que as PESSOASnão reclamavam da falta de uma sala de jogos ou de um ambiente descontraído como Google ou Facebook. Poucos reclamavam de salários ou de horários inflexíveis. As PESSOAS reclamavam basicamente das PESSOAS, e quase tudo desembocava em Gestão de PESSOAS.
Baseado na experiência e nas constatações que fui tendo, passei então a observar os seguintes pontos:
A visão da empresa precisa ser compartilhada com todos: as pessoas podem contribuir mais se  souberem  aonde estão indo. A visão compartilhada permite construir um senso de compromisso coletivo e criar uma imagem de futuro visando estimular o compromisso de todos os envolvidos.
Empresa precisa ter uma missão clara:  a empresa é norteada pela sua missão, que é a razão de ser da organização. A missão deve  ser dita de uma forma clara, esclarecer o que a empresa pretende ser, aonde quer chegar, qual é a sua área de negócios, como vai atuar e qual posição deseja ter no mercado.
Os melhores profissionais são movidos a desafios: um dos principais ingredientes da motivação é o desafio dado. O desafio precisa ser na medida certa e compatível com as competências. Ele não pode ser impossível de ser realizado para não gerar frustação, mas também não pode gerar ociosidade. Um profissional acomodado e sem desafios é um profissional desmotivado.
Daniel Goleman em seu livro “O Cérebro e a Inteligência Emocional. Novas perspectivas” cita que “... os desafios – como por exemplo: ficar motivado para alcançar uma meta, ou ser convocado para exibir nossas melhores capacidades, ou para uma competição de equipe visando cumprir um prazo limite – concentram nossa atenção e extraem o melhor de nós no trabalho em questão. O bom estresse deixa-nos empenhados, entusiasmados e motivados, e mobiliza a quantidade certa de cortisol e adrenalina, os hormônios de estresse, para se fazer o trabalho com eficácia”. Página 63.
Feedback como ferramenta de valorização: todos os colaboradores devem ser acompanhados por avaliação de desempenho. Esta avaliação deve ser feita inicialmente entre o colaborador e seu líder imediato, dando oportunidade para que o avaliado conheça seus pontos fortes e seus pontos a melhorar. Nunca dar feedback negativo (aqui eu chamo de pontos a melhorar) em público. Elogie em público, chame a atenção no particular. O líder deve apontar com assertividade os pontos fortes do colaborador e seus pontos a desenvolver. Somente com feedback adequado as PESSOAS se sentirão valorizadas com as competências que tem e saberão exatamente quais pontos devem ser desenvolvidos.
Ser assertivo é uma habilidade que o líder e o liderado precisam buscar. A Psicóloga-Coach, Thais Vilela, define, em um excelente artigo sobre assertividade, que a pessoa assertiva decide o que quer, planeja uma forma de conseguir e age. Respeita tanto os próprios direitos como os direitos dos outros. Expõe claramente pensamentos, sentimentos pedidos de mudanças dos outros, evitando exigências, ameaças e declarações negativas. No entanto, em certas circunstâncias, a pessoa assertiva pode decidir que uma resposta passiva é a melhor (com um chefe insensível), ou que uma resposta agressiva é necessária (com pessoas a quem inúmeras solicitações feitas de maneira educada não foram suficientes). A pessoa assertiva adapta seu comportamento conforme a situação. Geralmente, sente-se satisfeita e é bem vista.
A assertividade é o modo mais efetivo de fazer com que os outros saibam o que se passa com você ou que efeito o comportamento deles tem sobre você. Ao se expressar assertivamente, você pode resolver sentimentos desconfortáveis que, de outra maneira, permaneceriam e cresceriam. No entanto, é importante deixar claro que suas metas não podem ser atingidas em todas as situações, uma vez que é impossível controlar a forma como as pessoas responderão.
Empresa (e líder) precisa entregar resultados: os resultados, o lucro e as vendas são relevantes na motivação da equipe. Sim, as pessoas estão interessadas que a empresa tenha lucro. As pessoas querem ver seus projetos avançando e sendo bem-sucedidos. Se a empresa não gera lucro, então não conseguirá no futuro investir no desenvolvimento dos colaboradores, ambiente de trabalho e em inovação, assim a empresa poderá ter sérios problemas.
Um ambiente propício ao desenvolvimento de ideias: muitas empresas reclamam que seus colaboradores não são criativos, mas sem um ambiente propício ao desenvolvimento de inovação e de ideias, então qualquer esforço será em vão. A empresa precisa criar um ambiente propício a geração de inovação e de ideias. Permitir o erro, premiar projetos e possibilitar que os próprios colaboradores proponham ideias para resolver os problemas de seu dia a dia. A empresa deve criar programas em que as ideias sejam premiadas quando sugeridas e colocadas em prática resultando em alavancagem de negócios, redução de custos ou otimização de processos.
Os valores desta empresa são compatíveis com os meus? Aquilo que eu considero como importante em termos de desenvolvimento profissional esta empresa tem condições de me oferecer? Tanto o recrutador quanto o profissional precisam se conhecer. É muito comum erros no processo de admissão. Se os valores básicos do profissional não “baterem ou compatibilizarem” com a liderança ou com o capital estrutural da empresa (DNA, cultura e valores da empresa), então não haverá nada  que se possa fazer após a contratação. Portanto, é preciso ficar atento no processo de contratação. Os valores da empresa precisam ser compatíveis, em sua maioria, com a do colaborador.
Oportunidade de crescimento a todos:  a motivação é o combustível que alimenta os colaboradores e os desafios fazem parte de seu dia a dia. Para isto a empresa precisa sempre dar oportunidade de crescimento aos seus colaboradores. Antes de buscar um talento externo as vagas precisam ser divulgadas internamente para dar oportunidade para a prata da casa, desde que o perfil atenda aos requisitos solicitados para a vaga disponibilizada. Os pré-requisitos muitas vezes não são ditos internamente de maneira clara. É importante que os pré-requisitos da vaga sejam divulgados com clareza para não gerar frustações e falsas ilusões.
Pessoas querem líderes e não chefes: pessoas seguem pessoas, não seguem máquinas ou robôs. Pessoas precisam de ícones para se desenvolverem. Se os colaboradores não tiverem um nível mínimo de admiração por seu líder, dificilmente irão segui-lo.
" Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns." - Peter Drucker
Os profissionais precisam de um ambiente de trabalho estável e alegre: os colaboradores precisam de desafios, porém necessitam de um ambiente estável de trabalho. Daniel Goleman relata sobre o estresse ótimo. Há um nível ótimo de estresse em que as pessoas produzem muito, porém a partir de um determinado nível de estresse as pessoas não conseguirão produzir resultados satisfatórios. As pessoas precisam se sentir seguras e ter liberdade para trabalhar. Muitos profissionais reclamam que seus líderes são verdadeiros ditadores e autoritários e que não permitem o erro e geram ambiente hostil para os colaboradores com cobranças desnecessárias.
 As emoções são contagiosas. Todos sabemos disso por experiência. Depois de um bom café com um amigo, você se sente bem. Quando encontra um balconista rude em uma loja, se sente mal.” - Daniel Goleman
Visão sistêmica: visão sistêmica é ter a visão do todo, ou seja, ver todas as coisas que acontecem a sua volta. Isto faz o colaborador conhecer melhor a empresa, planejar sua carreira, e promover as melhorias e crescimento necessários na organização e em sua vida pessoal e profissional. O pensamento sistêmico, que integra todos os compartimentos do saber e da prática, visa estimular o trabalho em equipe, a criatividade, a habilidade em encarar desafios e adaptar-se continuamente às mudanças.
A organização deve se preocupar em manter um equilíbrio entre prover perspectiva aos colaboradores, remuneração adequada e um bom ambiente de trabalho. Estes são elementos fundamentais para garantir o desenvolvimento e assegurar a retenção de seus talentos.
Estes são alguns aspectos e pontos relevantes para engajar, desenvolver e reter talentos, todavia não se restringe exclusivamente a isto. Conhecer bem o seu pessoal, as suas ambições e motivações individuais permite ao líder extrair o máximo das habilidades e competências de seus colaboradores.
Boa gestão de pessoas e bons resultados.
Leonardo dos Reis Vilela - Contato: @leoreis no MyPush app ou pelo LinkedIn

Exercite a síntese de sua comunicação e pare de perder oportunidades

    Eu sempre fui muito sensível com as palavras. Talvez porque estudei Letras e uma das disciplinas, estilística, envolvia decifrar o que ...