quinta-feira, 18 de julho de 2013

Muitos anos de casa ...

   Conversei há pouco tempo com um jovem executivo de uma rede de supermercados que me procurou com uma urgência: estava havia três anos na mesma empresa e, por isso, considerava-se ultrapassado. "Ficar mais de três anos no mesmo emprego é coisa do passado, não é? Preciso mudar." Fiz algumas perguntas sobre a carreira dele, sobre sua situação profissional e expectativas e rapidamente confirmei minha suspeita inicial: ele realmente não precisava de outro emprego. Na verdade, estava correndo o risco de prejudicar a própria carreira com a crença de que tinha de mudar a qualquer custo.

De fato, a diminuição do tempo de permanência dos profissionais nas empresas tem gerado atitudes perigosas. Muitas vezes, sem se dar conta, alguns profissionais adotam uma espécie de "carreirismo inter-empresarial". É um fenômeno que consiste em considerar como valor absoluto a rápida movimentação na carreira. Em vez de focar nos resultados do próprio trabalho, nas perspectivas de crescimento na organização, nas possibilidades que podem se abrir, o profissional joga toda sua energia na tentativa de receber convites para trabalhar em outro lugar.

Esse frenesi carreirista é extremamente danoso. A construção de uma carreira brilhante se mede pela obtenção de resultados brilhantes. Como conseguir resultados realmente impactantes se não nos dermos o tempo necessário para isso dentro de uma organização? Não há dúvida de que é importante estar aberto ao mercado, procurar tornar-se conhecido. Mas, antes disso tudo, é muito mais importante dedicar-se à organização à qual você pertence como se nunca fosse sair dela. Pode parecer paradoxal, mas é a mesma sabedoria de Vinicius de Moraes, ao falar do amor: que seja eterno enquanto dure.

Para quem está sofrendo dessa mesma angústia de mudança, eu gostaria de repetir o que disse ao meu jovem interlocutor: tenha calma. Analise sua situação na empresa em que trabalha de maneira objetiva, realize um inventário das possibilidades e perspectivas de médio prazo ali dentro. Pergunte-se, ao mesmo tempo, pelos resultados que você tem obtido -- não simplesmente em termos de promoções, mas do ponto de vista das realizações profissionais. Qual foi o seu grande feito? Essa é a pedra de toque do sucesso na carreira, não a correria de uma empresa para outra.

Ao perseguir o objetivo de mudar a qualquer custo para não se achar ultrapassado, o profissional acaba também correndo o risco de prejudicar o próprio desempenho. Pois querer mudar é querer sair de onde está -- o que se traduz em menor empenho, menos equilíbrio e mais insatisfação. Isso trará reflexos negativos diretos na maneira de agir, de pensar, de trabalhar.

Além disso, o cenário de mudanças de emprego mais rápidas foi muito forte nas empresas de internet, durante a bolha de crescimento, e é muito mais significativo hoje nos Estados Unidos, por exemplo, do que no Brasil. Não é uma verdade aplicável indistintamente a qualquer situação. Eu ousaria mesmo dizer que em nosso país a maioria dos altos cargos executivos ainda é ocupada por profissionais com muitos anos de casa.

Construir alguma coisa sólida requer tempo, paciência, dedicação. Ao substituir a pergunta "aonde eu quero chegar" por "o que eu desejo construir", você conseguirá certamente ir bem mais longe do que havia sonhado. Pois aí o tempo vai se tornar seu aliado, não seu inimigo. E é uma grande coisa ter o tempo a nosso lado.

Artigo de autoria de Simon M. Franco, publicado na Edição 802 da Revista EXAME

Seja Valorizado !!

Para ser valorizado, você precisa ser maior do que o próprio cargo.

A cena se repete. O profissional está num processo de seleção no qual são exigidas diversas qualificações. Ele é aprovado, começa a trabalhar na empresa e descobre que nada do que foi exigido antes será usado no seu dia-a-dia.

O exemplo clássico é o conhecimento de línguas estrangeiras. Muitas organizações exigem que o candidato a uma vaga saiba inglês ou espanhol, mas esses idiomas nunca são necessários na atividade para a qual ele é contratado.

Esse tipo de situação gera desconforto. As empresas parecem querer pessoas superqualificadas para desempenhar funções que não requerem grandes qualificações.

Esse desconforto atinge todos os tipos de profissional. Os que têm as qualificações exigidas podem ficar frustrados ao perceber, após a contratação, que elas não eram indispensáveis. Os que não as têm reclamam do excesso de exigências. Afirmam que têm as competências necessárias para a vaga em disputa, mas são injustamente afastados de qualquer chance.

Para desfazer essa ambigüidade, é preciso que tenhamos consciência de que a avaliação de um candidato não se restringe mais às habilidades específicas do cargo ocupado.

Um profissional que domina uma língua estrangeira, tem pós-graduação ou possui especializações é sempre mais valorizado, mesmo que essa língua, pós-graduação ou especialização não tenham relação direta com seu trabalho. Isso porque esses conhecimentos aparentemente excedentes indicam que se trata de alguém com capacidade de aprendizado, interesse no autodesenvolvimento e maior amplitude de visão.

O mesmo vale para quem já está empregado. É comum a queixa de subaproveitamento por parte de profissionais que sabem muitas coisas que não usam diretamente em seu trabalho. No entanto, se não possuíssem esse excedente de saber, essas pessoas provavelmente não estariam ocupando aquele cargo. É por saberem mais do que o necessário que elas se mantêm empregadas.

Uma organização moderna precisa desses excedentes de saber. O profissional também. Essas reservas de conhecimento constituem uma energia potencial acumulada. É isso que permite à empresa reagir prontamente a novos cenários e a novos desafios, que surgem cada vez com mais freqüência.

Essa reflexão nos propõe um desafio. Qual é nosso tamanho em relação ao cargo que ocupamos? Em quanto nós conseguimos exceder as exigências de nossa função atual?

Ao contrário do que parece, se nós somos perfeitamente adequados, se preenchemos exatamente aquilo que é necessário, sem nenhuma sobra, já entramos perigosamente na região da insuficiência.

Buscar a excelência -- e, antes disso, a competitividade no mercado -- significa possuir sempre mais habilidades do que o necessário, saber sempre mais do que o suficiente. Em outras palavras, ser sempre melhor do que o cargo que ocupamos, seja qual for o nível dentro da estrutura empresarial. Pois os profissionais perfeitamente adequados nunca são lembrados para subir na carreira. São, também, mais facilmente substituíveis por outros profissionais igualmente conformados com os limites de seus cargos.

Artigo de autoria de Simon M. Franco, publicado na Edição 812 da Revista EXAME 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Seja irresistível!

Alguma vez você já parou para pensar nas pessoas que você considera irresistíveis? Será que existe algum estranho poder magnético nestas pessoas, que o simples fato das suas presenças parece atrair a atenção e o interesse de todos? Sim, existe sim uma espécie de poder magnético nestas pessoas. Particularmente, eu chamo esse poder de "presença de palco"; uma espécie de luz que parece manifestar-se em torno da pessoa que detém essa característica de irresistibilidade.

Quando uma pessoa tem presença de palco, a simples expressão do seu rosto parece dizer "Cheguei" ou "Estou aqui". Tal característica parece atrair a atenção e o interesse de todos, e assim em uma pequena fração de tempo todos estão já seduzidos pela sua presença.

Diante dessa enumeração de fatos, parece-me interessante sugerir que nós possamos aprender alguns aspectos dessa personalidade magnética, nos tornando assim cada vez mais irresistíveis.

Vejamos alguns elementos desse contexto:

Auto-Estima - Pense bem, você conhece alguma personalidade magnética que não seja altamente consciente das suas possibilidades e seja também dotada de uma auto-estima considerável? Pessoas irresistíveis têm uma auto-estima elevada e gostam de si próprias. Vivem de bem consigo mesmas - sem, contudo, considerarem-se melhor do que as outras.

Auto-Confiança - Uma pessoa com auto-estima elevada normalmente acredita muito em si própria - manifesta uma tranquilidade e segurança a respeito dos seus próprios passos.

Entusiasmo - Pense bem, você já viu alguém irresistível andar por aí exclamando: "Oh! Vida, Oh! Azar"? Não, definitivamente alguém com personalidade magnética nunca se comporta desta maneira. O entusiasmo é uma característica marcante das pessoas irresistíveis - nós nos aproximamos dessas pessoas porque queremos ser contagiados pelo seu brilho, energia e entusiasmo e não ao contrário.

Gostar de Gente - Essa é uma fórmula simples, porém muito difícil para muita gente. Pessoas irresistíveis gostam de gente, elas se interessam genuinamente pelos outros e não apenas pelo que as pessoas podem proporcionar a elas. Pense nisto: Como anda seu nível de interesse pelos outros? Você tem se interessado por aqueles que estão ao seu lado ou apenas por você mesmo?

Bons Ouvintes - Outra fórmula simples, porém difícil para muitos. Lembre das conversas que você teve com as pessoas que considera magnéticas - o que você acha? Essas pessoas foram bons ouvintes? Ouvir as pessoas atenciosamente é preencher sua necessidade de ser reconhecido, de merecer atenção. Nós gostamos de pessoas que nos ouvem e não suportamos quem não nos ouvem e até nos interrompem - reflita... Como você se sente quando alguém esquece o seu nome logo após ser apresentado? Quer aumentar seu magnetismo? Ouça as pessoas com atenção, chame-as pelo nome, recorde de assuntos ou detalhes ditos em uma conversa tempos depois.

Gestos e Palavras Mágicas - Pessoas irresistíveis usam palavras mágicas - elas falam: "Por favor", "Com licença", e "Bom dia". Seu tom de voz é vibrante, independente de ser alto ou baixo. Elas elogiam e parabenizam. Retornam sua ligação ou seu e-mail, mesmo que para dizer que estão muito ocupados e que depois "conversam". Pessoas irresistíveis dizem "Muito obrigado".

Pessoas magnéticas atraem coisas positivas, atraem mais pessoas irresistíveis. Pessoas irresistíveis formam uma excelente networking, têm amizades mais profundas e colegas de trabalho mais interessantes. Você deve estar exclamando - nossa, mas que sortudas essas pessoas hein! Caro amigo, não chamo isso de sorte, chamo de resposta - uma resposta da vida ao que você faz com na sua vida.

Seja irresistível! 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O que podemos fazer?

Em Brasília, a corrupção está correndo cada vez mais solta.


A educação está arruinada. A saúde pública está falida.

Não há segurança. A desigualdade social atinge níveis absurdos.

O Brasil não tem projeto para o futuro e a esmagadora maioria da população parece não ter consciência da realidade do nosso país.

E, enquanto os colarinhos brancos surrupiam o patrimônio público, o povo sorridente balança as nádegas ao ritmo do funk.

É natural que aqueles que sonham com um país mais justo e que têm a esperança de ver um Brasil de oportunidades para todos se sintam impotentes diante de tão sombria situação.

É natural que eu, você e todos aqueles que não se conformam com tanto descaso, com tanta bagunça e com tanta falta de vergonha daqueles que deveriam cuidar do interesse coletivo nos façamos a mesma pergunta.

Uma pergunta angustiada, sofrida e quase sem esperança: “O que podemos fazer?”

Você, eu não sei.

Os outros, eu também não sei.

Mas, eu sei o que “eu” vou fazer.

Eu vou fazer a minha parte. Fazer o que estiver ao meu alcance para defender valores como a liberdade, a justiça e a igualdade.

Ainda que a caminhada para a construção de um país melhor pareça muito longa, quero dar os passos que eu puder dar.

E quando tentarem me convencer de que o que eu faço é muito pouco, vou fazer a única coisa sensata: fechar meus ouvidos, calar minha boca e continuar fazendo o meu pouco, sabendo que ele é infinitamente melhor e maior do que o meu nada.

Ainda que tentem me convencer de que fazer o certo seja besteira ou não valha a pena, quero me esforçar para não desistir de uma importante  missão: deixar um exemplo de honra, de dignidade e de honestidade aos meus filhos, netos, sobrinhos e a todas as crianças que fizerem parte da minha vida.

Sempre que eu puder, vou tentar convencer cada homem e cada mulher de que não há maior riqueza no mundo do que uma consciência tranqüila. E não me cansarei de repetir que a felicidade não está naquilo que compramos ou consumimos e sim na nossa capacidade de dar valor àquilo que temos.

Aos jovens, de idade e de coração, não me cansarei de repetir que sonhar é possível, absolutamente possível, desde que façamos a escolha de perseguir os nossos sonhos com coragem e comprometimento. Desde que assumamos a responsabilidade por nossas vidas.

Mesmo que, por agora, eu não possa destituir toda essa corja que mente, engana e rouba o povo brasileiro, não deixarei de acreditarei que o Brasil ainda será liderado por pessoas dignas e honestas.

Ainda que o que eu faça seja pouco, não deixarei de acreditar que eu posso fazer a diferença.

Que nós podemos fazer a diferença.

Ainda que não sejamos professores, temos a oportunidade de ensinar àqueles que sabem menos, acreditando que educar é uma via de mão dupla.

Ainda que não sejamos médicos, podemos amparar àqueles que sofrem, acreditando que tratar as pessoas com dignidade não custa um centavo sequer.

Ainda que não sejamos engenheiros, podemos construir um novo futuro, acreditando que a base de um país começa nos valores das famílias e das comunidades.

E ainda que sejamos apenas nós mesmos, podemos ter orgulho de ser quem somos e procuramos ser melhores a cada dia, afinal “somos brasileiros e não desistimos nunca”.



Fonte: http://www.sommaonline.com.br/blog/o-que-podemos-fazer

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sete competências para tornar-se um líder

Antes de virar chefe, profissionais precisam de competências específicas, assim como um bom planejamento de carreira. Embora as pessoas não nasçam com todas essas competências, especialistas afirmam que ao longo da profissão elas podem ser praticadas e desenvolvidas.

Para um profissional que pretende tornar-se líder e passar a gerir ou conduzir uma equipe, ele precisa, antes de tudo, de muito estudo e planejamento. “O profissional precisa planejar a sua carreira sabendo onde quer chegar e como vai chegar” declara Cristiane Domingues Ribas, consultora executiva de RH da De Bernt Entschev Human Capital.

Segundo Cristiane, um fator que pode ajudar no desenvolvimento da liderança é a participação em grupos onde existam oportunidades de gerenciar pessoas, como grupos de atividades voluntárias ou em cursos de especialização, pós-graduação e idiomas. Nesses ambientes, sempre há chances de organizar um trabalho e formar grupos. Dessa forma, o indivíduo pode exercer a liderança como gestor de grupo e distribuir tarefas e prazos, por exemplo. “Praticar a liderança é extremamente produtivo, pois permite ao profissional vivenciar exemplos reais de gestão de pessoas, bem como analisar se tem perfil e prazer em liderar” comenta a consultora.

Cristiane revela sete competências para tornar-se um bom líder.

1. Identificar e desenvolver talentos

“Ao invés de mostrar novas ideias o tempo todo, o chefe deve saber orientar, desenvolver e treinar as pessoas para que elas tragam novas ideias” comenta a consultora.

Ainda segundo Cristiane, o líder deve estar envolvido com os colaboradores. Isso significa demonstrar felicidade e satisfação ao ver as pessoas acertando e crescendo profissionalmente. Dessa forma, os funcionários se sentirão mais valorizados e parte da companhia.

2. Planejar e definir metas

Segundo a especialista, além de um planejamento de carreira, ou seja, conhecer aonde se quer chegar e como pretende chegar, o processo de liderança envolve o ato de aproximar a equipe, definindo o papel e as tarefas de cada integrante do grupo e auxiliando-os a focar na entrega dos resultados e no cumprimento das metas.

3. Abrir mão do reconhecimento em prol da equipe

Saber nomear e dividir as conquistas com toda a equipe, ao invés de reclamar as glórias somente para si é outra forte competência do líder. “É importante saber reconhecer a parcela de contribuição de cada integrante da equipe e valorizar as ideias de cada um. Isso os incentiva a continuar contribuindo para o sucesso do grupo” comenta Cristiane.

4. Ser resiliente

Com o dinamismo atual do mercado e situações mudando cada vez mais rápido, os gestores precisam ser ágeis e focados nas soluções, ao invés de lamentar os problemas. Os líderes devem ter bom equilíbrio emocional para saber lidar com situações difíceis e desafiadoras de maneira mais produtiva e assertiva. Desta maneira, não perdem a cabeça em momentos de conflito ou crise.

Um líder resiliente é positivo em relação aos problemas e procura encontrar a melhor solução com tranquilidade e assertividade. Além disso, é flexível e aceita com maior facilidade as novidades e propostas. Segundo a consultora, eles persistem, se auto motivam e aprendem com os funcionários.

5. Escutar

Além de se comunicar e relacionar com facilidade, um bom líder precisa, antes de tudo, saber escutar – que é diferente de saber ouvir. Escutar significa considerar as propostas feitas, estar atento aos que os demais dizem, perceber e compreender as informações que a empresa lhe repassa. “É o ato de se preocupar com o que está ouvindo e compreender essas informações, demostrando assim interesse real pelas pessoas e pelo que dizem. Isso também as valoriza.” diz Cristiane.

6. Servir de exemplo

Para ser um bom gestor, o líder precisa servir de exemplo a seus subordinados. Humildade e respeito são características intrínsecas para uma gestão eficaz. Ser humilde permite ter uma equipe capaz de brigar e defender seus ideais. Isso acontece pois acreditam no papel do líder como conciliador e porque ele sabe reconhecer a capacidade, o conhecimento e o valor moral de seu time.

7. Gerenciar

O papel de gestão envolve muitos conflitos, processos, riscos e envolvimento com pessoas. “O profissional deve ter capacidade de avaliar situações e obter resultados, incentivar o trabalho em equipe e realizar feedbacks aos funcionários. A incapacidade de lidar em grupo, inclusive, é o principal fator eliminatório de candidatos a cargos executivos”.

Nesse ponto entra também a capacidade de comunicação e de relacionamento com clientes, fornecedores, superiores e subordinados. O lado relacional é um passo importante que envolve várias outras habilidades: de fazer planejamentos, de tomar decisões e ter iniciativa, por exemplo. As pessoas precisam confiar em seus líderes. Profissionais que possuem essas competências são escassos no mercado, por isso possuem alto valor.

Fonte: http://www.debernt.com.br/noticia/sete-competencias-para-tornar-se-um-lider/

Exercite a síntese de sua comunicação e pare de perder oportunidades

    Eu sempre fui muito sensível com as palavras. Talvez porque estudei Letras e uma das disciplinas, estilística, envolvia decifrar o que ...